Sujeito

O termos essenciais da oração são os termos  necessários para a formação das orações. 

Ex.: 
A solidariedade é  uma grande virtude.
  • A - artigo que exerce a função sintática de adjunto adnominal;
  • solidariedade - substantivo com função sintática de núcleo do sujeito;
  • O sujeito dessa frase é "A solidariedade";
  • O predicado da frase é "é uma grande virtude". 
Cada palavra dessas é um termo da oração. Logo, os termos essenciais da oração são:
  • Sujeito: termo sobre o qual o restante da oração diz algo;
  • Predicado: termo que contém o verbo e informa algo sobre o sujeito.
SUJEITO E PREDICADO
Sujeito é o termo sobre o qual o restante da oração diz algo. Ele pode praticar a ação ou sofrer a ação.
Predicado é o termo que contém o verbo e informa algo sobre o sujeito.
  • Ex.:
    • Pessoas inteligentes estudam muito. (sujeito: pessoas inteligentes. O restante está  sendo dito a respeito dele, do sujeito).
    • O livro está sobre a mesa. (O livro é o sujeito da frase, está sobre a mesa é o predicado, informações a respeito do livro).
    • Marcos e Ronaldo viajaram ontem. (sujeito: marcos e Ronaldo, dois núcleos, o resto é o predicado).
    • Compramos ótimos livros na bienal. (o sujeito (Nós) está elíptico, oculto, desinencial, toda a frase é o predicado).
POSIÇÃO DO SUJEITO NA ORAÇÃO       
Dependendo da posição de seus termos, a oração pode estar: 
  • Na ordem direta (sujeito antes do predicado).
    • Todos passarão nas provas. (sujeito: todos, predicado: passarão nas provas)
  • Na ordem indireta ou inversa (sujeito depois do predicado).
    • Passarão nas provas todos os alunos. (sujeito depois do predicado, no final)
    • Nas provas, todos os alunos passarão. (sujeito no meio do predicado)
NÚCLEO
É a palavra base do sujeito (ou de qualquer  termo da oração: núcleo da agente da passiva, do objeto, do predicado, do complemento nominal, etc. É a palavra principal, porque é a respeito dela que o predicado diz algo. Pode ser um substantivo ou qualquer outra palavra com valor de substantivo (pronome substantivo - pessoais ou indefinidos, por exemplo). 
  • Ex.:
    • Os alunos estudam na biblioteca da escola. (sujeito: os alunos, núcleo do sujeito: alunos (substantivo), predicado: estudam na biblioteca da escola).
    • Eles estudam para passar nas provas. (pronome substantivo)
    • Estudar é muito bom. (Nesta frase "estudar" não é verbo, está exercendo o papel de substantivo. Aqui ele não indica ação, estado, mudança de estado, fenômeno da natureza. Portanto, é um verbo substantivado, exerce o papel de substantivo e é o núcleo do sujeito).
    • Três é demais! (numeral substantivo)
TIPOS DE SUJEITO 
1. SUJEITO DETERMINADO

a) simples - Possui um só núcleo. 
  • Ex.:
    • O menino estudou bastante.
    • As pessoas saíram.
    • Alguém esteve aqui.
A classificação do sujeito determinado não ocorre em relação à ideia que a palavra traz. Não se prenda a ideia, o que vale é a quantidade de núcleos.

b) composto - Possui dois ou mais núcleos. 
  • Ex.:
    • João e Maria saíram.
    • O Brasil e o Chile são países latino-americanos.
c) desinencial, elíptico ou implícito - é expresso pela desinência verbal, está subentendido.
  • Ex.:
    • Fizeste um bolo. (TU)
    • Estivemos em Recife. (NÓS)
2. SUJEITO INDETERMINADO
Neste caso, o sujeito não está expresso na oração, e nenhum outro termo fornece elementos para o seu reconhecimento. Nessas orações, onde só o predicado está expresso, não se pode determinar sobre que (ou quem) recai a informação. Pode-se construí-lo de duas formas: 

a) verbo na 3ª pessoa do plural (ELES), sem referência. 
  • Ex.:
    • Estiveram aqui.
    • Fizeram um bolo.
    • Quebraram a vidraça.
ATENÇÃO!
Se houver qualquer referência considerando-se  o contexto discursivo apresentado, o sujeito será desinencial. 
  • Ex.:
    • Os deputados adiaram a votação da lei orçamentária. Entenderam que o projeto ainda não estava completo. (Quem entendeu? "Os deputados" - sujeito simples implícito).
    • João e Fernanda saíram tarde de casa. Chegaram atrasados ao trabalho. (Quem chegou atrasado? "João e Fernanda" - sujeito composto implícito).
b) Verbo na 3ª pessoa do singular + SE                           
  • 1º caso: VTI + SE + PREPOSIÇÃO
      Ex.:
Simpatiza-se com bons alunos
  • Simpatiza: verbo transitivo indireto
  • Se: índice de indeterminação do sujeito
  • Com: preposição
  • com bons alunos: objeto indireto
Logo, o sujeito é indeterminado.
Observação: Quem simpatiza, simpatiza-se com... a preposição "com" é exigida pelo verbo. Outrossim, essa frase não admite voz passiva analítica, veja: "Bons alunos com é simpatizado". Veja outros exemplos de sujeito indeterminado:
            - Confia-se em alguém.
            - Precisa-se de empregado.
            - Precisa-se de secretário. 
  • 2º caso: VI + SE (+ ADVÉRBIO) 
     Ex.: Vive-se bem aqui.   
  • Vive: verbo intransitivo
  •  se: índice de indeterminação do sujeito
  • bem aqui: advérbios (como? onde?)
  • Não admite voz passiva analítica: "Aqui bem é vivido" (?)
       Ex.: 
             Trabalha-se muito naquela empresa. (advérbios: o quanto? onde?)
  • 3º caso: VL + SE
       Ex.: É-se feliz naquela casa.
  • É: verbo de ligação
  • se: índice de indeterminação do sujeito
  • feliz: PDS (predicativo do sujeito, qualidade)
  • naquela casa: advérbio (onde?) 
  • Também não admite voz passiva analítica.
       Ex.: Está-se satisfeito com os bons resultados.
                             PDS        complemento nominal

OBSERVAÇÃO 1:
 O pronome SE que acompanha o verbo transitivo indireto, intransitivo ou de ligação (sempre na 3ª pessoa do singular) para indeterminar o sujeito é denominado índice de indeterminação do sujeito (IIS). Ex.: 
  • Confia-se em pessoas honestas. (em quem?)
  • Necessita-se de mais compreensão. (de quê?)
Nos dois exemplos acima o sujeito é indeterminado (verbo + se + preposição). Note que a preposição depois do SE trava o verbo no singular.

OBSERVAÇÃO 2: Caso o SE venha acompanhando um verbo transitivo direto (VTD) ou transitivo direto e indireto (VTDI), será pronome apassivador ou partícula apassivadora (PA), admitindo, pois, voz passiva analítica. 

Ex.: Aluga-se sala comercial. (o quê?)
  • Aluga: VTD - verbo transitivo direto
  • se: PA - partícula apassivadora
  • sala comercial: sujeito simples
  • Admite voz passiva analítica: "Sala comercial é alugada".
  • O SUJEITO É SIMPLES.
3. SUJEITO INEXISTENTE, ORAÇÃO SEM SUJEITO
Apesar de o sujeito ser um termo essencial, há orações constituídas apenas de predicado. Os verbos utilizados nas orações sem sujeito são denominados impessoais. São sempre usados na 3ª pessoa do singular e, se acompanhados de verbos auxiliares, transmitem a eles sua impessoalidade. 
Ex.:
  • Fará vinte anos que me formei (e não, "farão").
  • Vai fazer vinte anos que me formei (e não, "vão fazer").
No sujeito inexistente tem sempre um verbo impessoal que caracteriza o sujeito inexistente. Este verbo impessoal só pode ser usado no singular.

 O sujeito inexistente ocorre nas seguintes construções:
  • verbo HAVER (singular
    • Ocorrer, Fazer, Existir, Realizar-se e Acontecer
                        Ex.:   
                          Há alunos que estudam muito. (existem)
                          Houve muitos imprevistos. (aconteceram)
                          Houve uma grande festa. (realizou-se)
                          muitos anos que não nos vemos. (faz)
 
DICA: Observe as primeiras letras dos verbos acima: "O FERA" (Ocorrer, Fazer, Existir, Realizar-se e Acontecer). Não se usa o verbo haver simplesmente no sentido de existir. Usa-se o verbo haver no sentido de ocorrer, fazer, existir, realizar-se e acontecer – O FERA. 
    • FAzer, Ser e Estar - estes verbos, indicará oração sem sujeito ou sujeito inexistente sempre que forem usados como tempo decorrido, hora, data ou fenômeno da natureza.
                     Ex.: 
                     Faz meses que te espero.
                     Fez muito frio ontem.
                     Era cedo quando ela chegou.
                     Hoje é/são 20 de maio.
                     Estava um dia chuvoso. 
    • Verbos que indicam fenômenos da natureza - chover, anoitecer, nevar, ventar, gear, trovejar, relampejar, etc.
                      Ex.: 
                      Choveu ontem.
                     Trovejou muito em Vilhena.
                     Anoiteceu lentamente hoje.

Observação: Os verbos que exprimem fenômenos da natureza, quando usados em sentido figurado, deixam de ser impessoais. 

Ex.:
Amanheci muito disposto hoje. (sujeito desinencial "Eu") Choveram denúncias de fraudes no INSS. (sujeito simples "denúncias de fraudes")
  •  Expressões "basta de", "chega de", "passa de", também sempre formam orações sem sujeitos.
  • Ex.:
    • Basta de férias!
    • Chega de preguiça!
    • Já passa de uma hora. 
Observação: O verbo ser, impessoal, concorda com o predicativo, podendo, assim, aparecer também na 3ª pessoa do plural.
  • Ex.:
    • É uma hora da tarde.
    • são três horas da tarde.

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