Emprego de letras

Ortografia é a parte da gramática que trata da correta representação escrita das palavras (orto=correto e grafia=escrita). 
Essa grafia correta baseia-se no padrão culto da Língua Portuguesa. Neste texto "Emprego de letras", aprenderemos como empregar corretamente as letras do alfabeto da língua portuguesa.

USA-SE K, W, Y, 
  • em abreviaturas e símbolos. Ex.: K (postássio), kg (quilograma), kW (quilowatt), W (West); 
  • em palavras estrangeiras de uso internacional (não aportuguesadas). Ex.: karaokê, hardware, software; 
  • em derivados portugueses de nomes próprios estrangeiros. Ex.: byroniano (de Lord Byron), darwinismo (de Charles Darwin), Kantismo (de Kant);
  • em topônimos originários de outras línguas e seus derivados: Kuwait, kuwaitiano.  
USA-SE H,
  • no final de certas interjeições. Ex.: oh!, ah! heim?, hum!;
  • etimologia (ou segundo a tradição oral e escrita do idioma). Ex.: hábito, haver, hesitar, homem, híbrido, homologar, Horácio;
  • na composição dos dígrafos (CH, LH, NH). Ex.: marcha, flecha, malha, telha, companhia, ninho;
OBSERVAÇÕES:
  • grafia correta das horas: forma normativa: 10h ou 10h30min; formas usuais: 10h30 ou 10:30h;
  • usa-se h nos derivados eruditos de erva, inverno e Espanha: herbívoro, hibernal, hispânico;
  • O h não é utilizado nos substantivos derivados de Bahia: baiano, baianada, baianinha.
USA-SE Ç,
  • diante de a, o ou u em palavras de origem indígena ou estrangeira. Ex.: araçá, açaí, cupuaçu, pajuçara, muçulmano, Suíça etc.;
  • após ditongos. Ex.: calabouço, beiço, caiçara, toicinho, foice, coice etc.;
  • verbos terminados em -ter originam substantivos terminados em -tenção: ater - atenção, abster - abstenção, conter - contenção, deter - detenção, reter - retenção.
USO DO X 
  • depois de ditongo. Ex.: ameixa, caixa, frouxo, peixe. Exceção: recauchutar e seus derivados; 
  • depois da sílaba inicial en. Ex.: enxame, enxada, enxaqueca. depois da silaba inicial me. Ex.: mexilhão, mexer. Exceção: mecha e derivados. 
    • Exceções: 
    • enchova, anchumaçar e vocábulos derivados; 
    • encher e seus derivados (enchente, enchimento, preencher); 
    • palavras derivadas de primitivas com ch: Ex.: chapéu – enchapelar, chiqueiro – enchiqueirar, charco - encharcar. 
  • Palavras de origem indígena ou africana. Ex.: abacaxi, xavante, caxambu, xampu, orixá.
DICA:  
USA-SE X APÓS MEDITEN (ME, DITONGO, EN)
  
USA-SE G, 
  • nas palavras seguintes: algema, auge, bege, estrangeiro, geada, gengiva, gibi, gilete, hegemonia, herege, megera, monge, rabugento, vagem;
  • nas palavras com terminações ágio, égio, ígio, ógio, úgio. Ex.: pedágio, estágio, privilégio, colégio, prestígio, relógio, refúgio; 
  • nos substantivos terminados em gem. Ex.: vertigem, barragem, viagem, miragem, origem, vagem. Exceções: pajem, lajem, lambujem;
  • nas palavras derivadas de outras grafadas com g: engessar (de gesso), massagista (de massagem), vertiginoso (de vertigem).
DICA: A E I O Ugio e GEM
USA-SE J, 
  • nos seguintes vocábulos: berinjela, cafajeste, jeca, jegue, majestade, jeito, jejum, traje, pegajento, laje;
  • nos verbos terminados em -jar. Ex.: arranjar (arranjo, arranje, arranjem), enferrujar, despejar, despejar; 
  • nas palavras de origem tupi, africana ou árabe. Ex.: jibóia, pajé, jerico, canjica, manjericão, jerico, moji; 
  • nas palavras derivadas de outras com j. Ex.: lisonja – lisonjear, laranja - laranjeira, rijo - enrijecer, jeito - ajeitar, lisonja - lisonjeador, loja - logista.
USA-SE S, 
  • nos adjetivos terminados em oso/osa. Ex.: honroso, honrosa, saboroso, saborosa, formoso, formosa, habilidoso, habilidosa; 
  • em ufixos esa/Isa/ês/ense, indicadores de Título, Origem ou Profissão (T-O-P). Ex.: duquesa, poetisa, polonês, polonesa, polonesa, maranhense, burguês, burguesa, burguesia; 
  • após ditongos. Ex.: coisa, aplauso, lousa, náusea, pouso;  
  • nas formas dos verbos pôr e querer. Ex.: quis, quisemos, quiseram, quiser, quiséssemos; pus, pusesse, pusera, pusésseis, puséssemos; repus, repuséssemos, repusera;
  • nas palavras derivadas de primitivas com s. Ex.: casa – casarão, casinha, casebre; análise, analisar, analisado; liso, alisar; 
  • em substantivos com os sufixos gregos –ese, -ose. Ex.: catequese, diocese; apoteose, virose, glicose.
  PÔR E QUERER SEMPRES S 
NUNCA Z 

pus, pusesse, pusera, pusésseis, puséssemos; quis, quisemos, quiseram, quiser, quiséssemos.

USA-SE Z, 
  • no sufixo ez/eza formadores de substantivos abstratos. Ex.: insensatez, altivez, nobreza, riqueza; 
  • no sufixo izar formador de verbos. Ex.: canal – canalizar; juiz – ajuizar. 
  • nos derivados terminados em zal, zeiro, Zinho, zito. Ex.: cafezal, cafezeiro, cafezinho, cãozito; 
  • nas palavras derivadas de outras com z.: Ex.: juiz – ajuizar, juízo, catequese – catequizar, síntese – sintetizar, hipnose – hipnotizar (troca de sufixos).
ATENÇÃO: Se houver s no radical da palavra primitiva, a palavra derivada manterá o s. Ex.: pesquisa – pesquisar, pesquisador; paralisia – paralisar, paralisação; 
USA-SE E / I, 
  • emprega-se nos seguintes vocábulos: cadeado, confete, disenteria, empecilho, irrequieto, mexerico, orquídea, etc.;
  • emprega-se i nos seguintes vocábulos: borígine, artimanha, chefiar, digladiar, penicilina, privilégio, etc;
  • nos verbos terminados em oar e uar = final e. Ex.: abençoar – abençoe, atenuar – atenue, magoar - magoe, continuar - continue;
  • nos verbos terminados em air, oer e uir = final i. Ex.: sair – sai, roer – rói, possuir – possui.
USO DO O / U 
  • A vogal o, de timbre fechado, quando reduzida, soa quase como u, o que acaba provocando dúvidas quanto à grafia de algumas palavras; 
  • Grafam-se com a letra o: Ex.: abolir, bússola, goela, mocambo, nódoa, óbolo, rebotalho; 
  • Grafam-se com a letra u: Ex.: bulício, buliçoso, burburinho, curtume, lóbulo, tonitruante, rebuliço, entupir.

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